segunda-feira, 12 de junho de 2017

Capítulo 1 - Parte 3

Olá a todos!
Tal como falei no post anterior, aqui está a continuação.

Hoje é o meu aniversário! Faço 23 anos!

Obrigada pelo comentário, Thaysa. Ainda bem que está gostando.

Anteriormente:
"Camilla achou que a conversa estava se tornando pessoal. Não queria falar sobre amor. Além disso, dificilmente aquele duque iria saber o que era amor, pensava ela."


- Não quero falar sobre isso, senhor duque. - Respondeu ela.
- Tudo bem. Pretende então ficar aqui em Londres trabalhando como garçonete? Tendo um trabalho que não é o que deveria ter? Afinal de contas, é uma futura psicóloga.
- Eu tenho de viver! - Se defendeu ela - A minha tia não deve pagar sozinha a casa.
Ele apagou o cigarro e voltou a olhar para ela.
- Eu precisei de falar com a senhorita porque a Rebbeca está com problemas.
Camilla ficou preocupada. Ela desejava o melhor para Becky, sempre. A Becky foi uma grande amiga dela no orfanato e sentiu-se triste por saber que ela iria embora há quatro anos atrás.
- O que aconteceu?
- Ela anda num colégio privado mas anda sempre sendo vitima de bullying pelos colegas. Há anos que não tem um amigo, alguém com quem falar e contar os seus problemas.
Foi muito bonito da parte do duque querer ajudar a "sobrinha". Mas algo não estava certo: Como é que uma duquesa de Inglaterra iria adotar uma adolescente americana?
- A Vanessa não foi feliz em nossa casa. Ela fugiu da nossa mansão há sete anos. Ela tinha engravidado de um garoto de classe média e tinha medo que a família soubesse. - Ele respirou fundo e continuou - Claro que depois teve um aborto sem ninguém saber e tratou de adotar. Acabou adotando a Rebbeca e há três anos regressou para nos mostrar ela. Acabou revelando que tinha engravidado de um miserável que não quis se responsabilizar pela criança.
Camilla imaginou o medo e a insegurança que a irmã dele não devia ter sentido quando viu que estava grávida.
- Tentou procurá-la?
- Claro que sim. Eu tenho coração! - Disse ele, olhando para Camilla com um ar severo - Se soubesse quem era esse idiota, eu teria obrigado ele a aceitar a criança.
- Ela seguramente não queria que ele fizesse isso por obrigação.
- Provavelmente.
- E o que aconteceu com o moço? Quando a sua irmã voltou ele deve ter voltado para lhe perguntar do que era feito da criança.
- Não - O duque abanou a cabeça - Ele acabou por morrer um tempo depois de ela regressar. Um acidente. Nessa altura ela acabou confessando que tinha sido aquele miserável que a tinha engravidado.
Camilla arqueou a sobrancelha sem que o duque desse por isso. Como assim ele morreu? Como assim num acidente? Alguma coisa estava por contar, mas ela não quis insistir.
- Vim procurá-la para ajudar a Rebbeca. Ela precisa de uma amiga com quem falar. Talvez sendo filha adotiva de uma duquesa não seja algo muito bom de se saber. Talvez ela devesse ter ficado no orfanato.
- Nada disso! - Camilla exclamou - A Becky ficou melhor sendo adotada por vocês. Ela é uma menina muito tímida e reservada. É um doce de menina!
- Então a senhorita aceita?
- Aceito o quê? - Camilla não estava entendendo o que o duque queria dizer.
- A minha irmã quer convidá-la a passar uns tempos na mansão, no castelo.
- É muita gentileza mas eu não posso...
- Não adianta recusar. Uma futura psicóloga não deve trabalhar como garçonete. Além disso, se ajudar a Rebbeca eu me responsabilizo por te ajudar a se tornar numa psicóloga aqui em Londres.
- Senhor duque, eu agradeço mas eu preciso do dinheiro que ganho. É gentileza sua me convidar para ir para o seu castelo, mas não posso aceitar, mesmo sabendo que gostaria de ir.
- Não vejo por que não vai. Se está preocupada com dinheiro, posso lhe dar um cheque....
- Não, não! - Camilla ficou envergonhada - Sou uma pessoa independente e não aceito o seu dinheiro.
- O bem estar da minha sobrinha vale esse dinheiro, senhorita Gray.
- Não, não por favor.
- Hum... tudo bem.
Por momentos, Camilla sentiu-se pouco à vontade perto do duque. Olhou para o relógio.
- Eu tenho que voltar para o café. O meu patrão vai ficar chateado.
- E se eu te oferecer um outro trabalho lá no castelo?
Camilla não respondeu. Os dois viajaram de novo para o local onde se encontrava o London Café. Trabalhar no castelo dos duques? Seria história de filme. Que tipo de emprego é que ele lhe daria no castelo? Para psicóloga não seria com toda a certeza! Ou haveria psicólogos para duques?! Que destino estranho ela tem.
- Que emprego? - Perguntou ela uns minutos depois. Por momentos também se tinha lembrado de Austin. Ele tinha razão.
- Exatamente o que tem no London Café mas pagarei mais porque se tornará empregada do castelo. Além disso, também é companheira da Rebbeca, o que irá aumentar o lucro.
- Vocês têm quantos empregados no castelo?
- Hum... - Ele pareceu pensar - Mais de dez. Mas ter o título de duque nos dias de hoje não significa nada, ou muito pouco. Já ouviu falar de Samuel Windsor? O campeão de ténis?

Pronto.

Espero que tenham gostado.

Ficarei esperando por comentários.
Me dêem um comentário de presente, por favor!

Até um próximo post.

Beijos.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Sinal de Vida

Olá!
Alguém ainda por aí?

Então, vim dar sinal de vida.
Este é o meu último ano na faculdade e foi complicado postar.

Mas estarei de volta no dia 12 de Junho, Segunda Feira, dia do meu aniversário, se não tiver nenhum imprevisto.

Peço desculpa pela demora a postar, mais uma vez.

Até Segunda!

domingo, 16 de abril de 2017

Feliz Páscoa!

Olá a todos!

Desejo uma Feliz Páscoa a todos os que seguem e comentam o blogue.

Imagem retirada do Google
Beijos.

sábado, 11 de março de 2017

Capítulo 1 - Parte 2

Olá a todos!
Obrigada pelo comentário, Thaysa.

Espero que gostem dessa parte do capítulo.


Camilla correu pelo café e saiu para a rua em pleno Outono. A cidade de Londres era encantadora, mesmo que não fosse dela. Foi a cidade que a acolheu depois do desastre de automóvel que seus pais adotivos tiveram.
Ela parou ao lado de um Wolksvagem de cor branca e o duque abriu a porta para ela. Entrou, lembrando-se dos avisos que Austin lhe dera. O carro dava uma intimidade que Camilla não pretendia. Sentiu-se nervosa e procurou observar o perfil do homem. Não, ele não estava interessado numa jovem órfã vinda de um país estrangeiro. Será que ele fazia parte da sua família? Camilla não teria problemas em discutir com a sua possível verdadeira família.
- O que acha de Londres? Está cá há muito tempo?
Ela olhou para a paisagem enquanto o duque falava. Não queria intimidade.
- Há dois anos e sim, estou amando a cidade.
- Esses jovens de hoje usam a palavra amor de uma forma muito fácil. - comentou o duque, irónico. Ele deveria considerá-la ingénua, incapaz de saber o significado do amor. Mas não era verdade. Camilla já tinha sofrido muito por amor. Conheceu Zachary, seu vizinho nos Estados Unidos, e com o seu jeito sério e protetor, havia se apaixonado por ele. Infelizmente, com a morte dos seus pais adotivos, ela teve que viajar para Londres e terminar a sua relação com ele.
- Não sou nenhuma criança, senhor duque. Perguntou o que eu achava da cidade e eu apenas dei a minha opinião. Além disso, que idade você tem? 30 anos?
Ele pareceu rir.
- Pareço assim tão velho? Tenho 27 anos, senhorita. - ele respirou fundo e Camilla sentiu-se enregelar - Você parece amar tudo com facilidade - continuou ele.
- Pois eu decidi pensar assim, sendo que vim de um orfanato. - Se defendeu ela - Preciso de ver as coisas com simplicidade. Vejo o encanto em tudo. Até nos rostos das pessoas.
- O que vê no meu rosto, senhorita?
Ela ficou surpresa, pois não tinha jeito de responder com franqueza. Nunca tinha sido educada assim. Via um rosto de um homem com uma paixão controlada e uma breve tirania. Talvez estivesse mentindo.
Ela decidiu mudar de assunto.
- O que queria falar comigo? Você é da minha família?
Ele riu.
- Não, senhorita. Está procurando pelos seus verdadeiros pais?
- Não. Nem queria que eles estivessem querendo me encontrar. Eles me abandonaram e pretendo continuar a minha vida longe deles.
O duque apenas afirmou com a cabeça.
- A senhorita esteve num orfanato nos Estados Unidos, certo?
- Sim. - Respondeu ela, desconfiada.
- Conheceu a Rebbeca?
Camilla começou a relembrar daquela menina que era mais nova que ela. O passado dela antes de ir para o orfanato foi mais difícil que o de Camilla. Rebbeca tinha sido adotada há quatro anos atrás, ainda ela estava no orfanato. Becky, como era tratada no orfanato, tinha 9 anos quando foi parar àquele local. Ela conhecia bem os seus pais, ela conhecia bem o seu passado. Melhor que a Camilla, que com dois anos já estava vivendo no orfanato. Se Camilla tivesse conhecido os seus pais, ou se se tivesse lembrado de algo, seguramente seria igual a Becky: insegura e tímida. Era dessa forma que ela se lembrava de Becky.
- Sim. - Respondeu ela.
- Ela foi adotada um ano antes de você. Foi a minha irmã Vanessa que a adotou.
Camilla olhou para o duque, séria. Becky tinha tido sorte em ir viver para casa de uma duquesa? Ou pelo contrário, tinha tido pouca sorte? Por que razão um duque iria falar com ela sobre Becky?
- O que é que o senhor duque pretende saber realmente? - Perguntou Camilla.
O duque dirigia com calma nesse momento. A conversa tinha-se tornado pesada. Camilla entendeu que o duque ia parar o carro. Quando isso aconteceu, ele olhou para ela.
- Quantos anos tem? A senhorita fuma?
- Tenho 21 anos e não, não fumo.
- Permite que eu fume? - Perguntou ele, sorrindo suavemente. No entanto, a dor estava estampada nos seus lábios. Camilla só negou com a cabeça e ele acendeu o cigarro. O duque não era um homem bonito, mas era alto e se vestia bem. Mostrava ser um homem que as pessoas obedeciam.
- Você estuda, senhorita?
- Estudei. Terminei a minha faculdade de psicologia.
- E está trabalhando como garçonete? Parece que não teve muita sorte aqui em Londres. Para uma pessoa que estudou psicologia, estar numa lanchonete não é realmente a melhor coisa do mundo, o melhor trabalho do mundo. Pensou em voltar para os Estados Unidos?
- Não posso voltar para os Estados Unidos, não tenho ninguém lá. Aqui tenho uma tia e ela me dá a liberdade que preciso para fazer a minha vida. Além disso, na lanchonete dá para receber o meu próprio dinheiro e assim trabalho para mim mesma.
- Não tem namorado? - O duque olhou diretamente nos olhos castanhos de Camilla - Não encontrou ninguém que pudesse pará-la nos Estados Unidos?
Camilla achou que a conversa estava se tornando pessoal. Não queria falar sobre amor. Além disso, dificilmente aquele duque iria saber o que era amor, pensava ela.

Pronto.
Espero que tenham gostado.

A próxima parte eu não sei quando será postada.

Beijos.