sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Lucas Grabeel (Ryan Evans de HSM) volta à música

Olá a todos!
Não vim postar nenhum capítulo, mas sim divulgar uma música do ex ator da Disney.
Não sei se vocês conhecem o Lucas Grabeel, alguns talvez não pelo nome dele mesmo mas por uma personagem, Ryan Evans de High School Musical.


Ele voltou finalmente à música e como gosto dele (não me considero fã mas gosto dele desde HSM e vi filmes deles depois da trilogia) não pude deixar de vos mostrar a música nova dele.


O que acham de "135n8"?

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Capítulo 3

Olá a todos!
Obrigada pelo comentário, Amanda.
Não sei o que está acontecendo ultimamente. Vocês não estão gostando da história? Não é centrado em Jemi mas vai ter Jemi.
Espero que essa falta de comentários seja falta de tempo e não por não gostarem. Digam alguma coisa, por favor!

Anteriormente:
"Sam também hesitou. Alimentava o sonho secreto de casar com Vanessa. Tinha se apaixonado por ela quando a viu pela primeira vez. Agora, depois da morte de Terrence, esperava convencê-la a casar de novo. Ingénuo, acreditava que ela não sabia disso. E, como Terrence já havia falecido há algum tempo, achava que era hora de confessar suas intenções."


- Você tomará cuidado, não é? Vou ficar preocupado com você sozinha aqui, Nessa... - Sam estava emocionado.
Os olhos castanhos de Vanessa brilharam, agradecendo a Sam a preocupação.
Eles continuaram andando até chegarem à frente da mansão. A maioria dos carros já tinham saído do local. Poucas pessoas ainda continuavam ali. Entre elas, Zachary Brown. Ele estava parado, olhando para a mansão numa expressão séria. Sam o observou com curiosidade.
- A casa dele fica aqui na região? - perguntou ele a Vanessa.
Vanessa também estava observando Zac.
- Sim. Todos temem a família dele.
- Mas os pais não morreram num acidente?
- Sim, mas ele tem tios e familiares. Há muito tempo, um dos homens da família atirou-se do alto de um penhasco depois de ter morto a mulher num acidente, dizia que foi num acidente. Todos os Brown são pessoas violentas.
- Mas, porque é que ele viveu todo a sua infância com Daniel Morris?
- Os familiares dele não têm laços de afinidade nem com a própria família. São frios por natureza.
- Como é que ele é assim tão rico?
- Ele tinha uma grande herança. A família Brown é muito conhecida, nunca ouviu falar? Além de herdar terras, herdou também o mau humor dos Brown. Ele tem vindo a comprar mais propriedades a fim de se tornar cada vez mais rico.
- Por isso ele tinha dinheiro suficiente para tentar comprar Verona no leilão.
- Exactamente.
- E você já sabia que ele ia participar do leilão?
- Não, isso eu não sabia, mas era de prever. O Joe não quis vender a casa diretamente a Zachary, como não quis vendê-la para mim. Fazendo esse leilão, ele conseguiu um preço bom pela casa e ao mesmo tempo alcançou outro objetivo: vingou-se de nós os dois. Eu não gosto do Joe e Zac é amigo dele sem o ser, Zac não é amigo de ninguém, não é amigo se esse amigo não ter dinheiro. Eu e Zac nunca deixámos que ele participasse das nossas brincadeiras. Por isso Joe criou essa situação.
- Você brincava muito com Zachary Brown quando era pequena, Nessa?
Ela hesitou antes de responder.
- Eu brincava com todas as crianças. Ele era um garoto estranho. E isso me deixava com curiosidade de o conhecer. Acabei conhecendo.
Zachary Brown entrou dentro do seu carro e guiou até onde Sam e Vanessa estavam conversando. Sem sair do carro, apenas abrindo o vidro, disse a ela:
- Você pagou um preço caro por Verona, mas não pense que é o fim. Você apenas começou a pagar!
Vanessa fez de conta que Zachary nem falava com ela. Não queria encontrar os olhos azuis dele. Zachary ignorou Sam e continuou olhando para Vanessa. Deu uma gargalhada e se afastou deles.

Pronto.
Espero que tenham gostado, se não, avisem.

Beijos.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Capítulo 2

Olá a todos!
Obrigada pelos comentários, Nanda e Amanda.


Sam ficou chocado por breves segundos, mas depressa retomou a falar.
- Eu poderia ter feito um acordo com aquele sujeito.
- Ninguém faz acordo com Zachary Brown.
- Mas porque raio é que ele quer a casa?
- Ele é um grande amigo de Joe. Ele ama esta mansão.
- Mas afinal para que ele quer esta mansão? - perguntou Sam, sem entender nada.
- Para viver e melhorar a minha vida. - respondeu uma voz às suas costas.
Ele se virou, assustado. Atrás dele estava o homem de sobretudo preto.
- Eu...eu sou Samuel Jones, assessor financeiro da Sra. Foster. - estendeu a mão.
Zac ignorou a mão de Sam. Continuava agressivo.
- Como assessor financeiro você é um autêntico fracasso. Ela pagou quase quatro vezes mais do que a casa valia.
Sam não soube o que responder. Olhou para Vanessa à procura de apoio. Mas ela nem se importou com a conversa entre eles. Conhecia-os bem. Ignorou a agressividade de Zac e desprezou a voz fraca de Sam. Virou-se e saiu. Zachary Brown riu cinicamente.
Pouco tempo depois, Sam alcançou Vanessa no jardim. Ela via todas as roseiras com bastante atenção.
- Então ele é o seu anterior namorado! Muito mal encarado por sinal. Porque raio ele quer a mansão?
- Ele não é meu anterior namorado. Foi um idiota e esqueci que ele existia, mas hoje regressei para ter a mansão dele mas que eu também queria.
- E porque ele quer a mansão? Ele é rico o bastante, pode ter o que quiser.
- Ele já estava pedindo a mansão faz tempo e como o Joe contava a ele que não queria a casa, ele pediu a Joe para a ter, mas Joe fazia de conta que não o ouvia. Ele também era um possível dono da mansão pois ele e Joe também viviam juntos na casa do Daniel Morris. Os pais dele morreram num acidente de automóvel quando ele ainda era uma criança e, naquela altura, Joe e Zac já eram amigos. Foi praticamente criado pelo Daniel Morris.
- Coitado do garoto. - disse Sam, comovido - Agora entendo porque queria a casa. Ele é quase como um filho dele, ele viveu nessa casa. Seria uma vitória tardia se tivesse conseguido comprá-la.
- Ele nunca será dono desta casa enquanto eu puder impedir. - disse Vanessa com frieza.
Sam ficou chocado. As palavras de Vanessa estavam cheias de rancor.
- Entendo.
- Você não entende nada, meu querido amigo Sam. Você não viveu aqui e não conhece o passado desta gente. Mas não se preocupe mais com isso. - fez uma pausa olhando para a mansão. - Agora Verona é minha! E, depois da minha morte, será a casa do meu filho.
- Jonathan terá uma porção de casas. Duvido que esta mansão signifique tanto assim para ele.
- Ele dará muito valor à casa da mãe, Sam.
- Não sei. Se você casar de novo e tiver mais filhos então os filhos nascidos aqui poderão herdar a mansão. E a empresa não irá pagar a mansão. Vai ser com o dinheiro da sua fortuna pessoal. Simplesmente não vão aceitar. Eu não posso aceitar um investimento tão grande numa casa que não vale isso.
- Sem dúvida. Estou comprando Verona com o meu próprio dinheiro, Sam.
Sam ficou alarmado. Será que teria ofendido Vanessa?
- Eu não tive a intenção de...
- Você está certo, Sam, não se preocupe. O que eu quero é uma boa equipe de decoradores para a reforma. Pretendo modernizar grande parte da casa. Quero que tenha aquecimento central, vidros e outras coisas. Você organizará essa reforma, Sam. Quero acompanhar as obras.
- Tomarei todas as providências. Vamos voltar para os Estados Unidos?
- Você vai voltar. - disse ela com tranquilidade.
- E você?
- Vou ficar aqui. Pretendo morar aqui.
- Aqui? - Sam encarou-a, horrorizado - Você não pode fazer isso. Em primeiro lugar, Verona ainda não oferece condições para poder morar. Em segundo, a mansão ainda não lhe pertence legalmente.
- Vou me hospedar na pensão nos arredores de Londres.
Sam lembrou também de ter visto aquela pensão.
- Você não pode se hospedar lá! - disse Sam, incrédulo.
Vanessa não era uma mulher para viver numa pensão. Era uma mulher sofisticada.
- Posso sim. Posso fazer o que quiser, não é?
- Mas Nessa, você não vai se sentir bem. Para quê tentar?
- Você está se esquecendo que nasci aqui. Quase todas as pessoas me conhecem e conheço quase todas elas.
- Apesar de ter passado 8 anos fora?
- Os anos não importam. As pessoas continuam sendo as mesmas, fazendo as mesmas coisas. Nascem e morrem aqui. Você é um homem de riquezas e da cidade. Você nasceu na cidade. Você nem imagina como a vida fora da cidade é boa.
- Bem, não posso impedir que você fique. Mas não estou gostando e acho que a prima de Jonathan também não vai gostar.
- A Miley? Ela cuidará de Jonathan. Ele precisa se dedicar aos estudos. Irá para o internato tal como Terrence desejou. Jonathan está bem na escola e com saúde e isso é o principal. Além do mais, é muito ligado à prima. Ela também o adora. Cuidar dele é tudo o que tem para fazer na vida, além de desenhar.
- Quanto tempo você pretende ficar aqui, Nessa?
- Ainda não sei. Preciso fazer algumas coisas.
- Que tipo de coisas? Posso ajudar?
- Não. São assuntos particulares. Desculpa. - disse ela, secamente.
Vanessa era amiga de Sam mas havia coisas que ele não poderia saber ou se soubesse não iria compreender. Ele só se tinha tornado amigo dela depois da sua mudança para os Estados Unidos. Ele não sabia de nada da vida passada dela.
Sam também hesitou. Alimentava o sonho secreto de casar com Vanessa. Tinha se apaixonado por ela quando a viu pela primeira vez. Agora, depois da morte de Terrence, esperava convencê-la a casar de novo. Ingénuo, acreditava que ela não sabia disso. E, como Terrence já havia falecido há algum tempo, achava que era hora de confessar suas intenções.

Pronto.
Espero que tenham gostado.
Tenho tentado fazer capítulos maiores, não sei se tenho dado uma boa impressão.

Beijos.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Capítulo 1

Olá a todos!

Amanda Rocha: Obrigada. É verdade. Decidi mudar um pouco as coisas.

Daniele Ferreira: Ok. Obrigada pelo comentário. Espero que goste do capítulo.

Divulgo aqui o blog da GiselleJemi - Amor Infinito

Este é o primeiro capítulo da história. Espero dar uma boa primeira impressão. Espero que essa história seja muito boa e que vocês gostem dela e não se afastem a meio. Realmente espero mesmo isso!

(Esse homem é lindo, Meu Deus. me segurem!)
O carro brilhante, entrou em alta velocidade na antiga mansão. Parou assim que chegou ao local onde devia ser estacionado. O motorista saiu do carro e deu a volta ao mesmo para abrir a porta. Samuel Jones, ou apenas Sam, como era tratado, desceu do carro e estendeu a mão para a linda mulher morena: Vanessa Palmer. As pessoas que entravam e saíam da mansão paravam para observar, curiosas, a mulher elegantemente vestida num traje preto e justo. Ela parou durante alguns minutos olhando a velha mansão. Emocionou-se ao rever aquela construção, maltratada pelos anos, mas ainda guardando traços de beleza. A mansão Verona tinha sido completamente arrasada nos últimos 8 anos. Algumas janelas e portas quebradas e rachadas. Mas para Vanessa isso não importava.
- Nada mal. - disse Sam Jones.
- Você gostou? - ela perguntou, observando atentamente a expressão do rosto dele.
- Muito.
- Você quer continuar aqui comigo?
- Claro que sim, os amigos vão dar força aos outros, não sei se sabia disso! - respondeu ele, sorrindo.
Ela sorriu de volta.
- O leilão vai começar daqui a meia hora. Só temos tempo para dar uma olhada. Vamos?
Ele concordou, atento às vozes excitadas do grupo de pessoas curiosas. Todos olhavam agora na direção do caminho onde o pomar começava e o pátio terminava. Logo em frente à mansão.
Um carro entrou em alta velocidade para dentro da mansão. Todas as pessoas se voltaram para o carro, incluindo Sam e Vanessa. O vidro do carro abriu e um homem com óculos escuros espreitou. Devido ao sol existente, poucas pessoas conseguiam reconhecer o rosto do homem. Poucos segundos depois, o carro tinha se afastado do local. Sam, parado ao lado de Vanessa, pensou que muitos homens da cidade teriam invejado a beleza do desconhecido. Pelo menos, o seu rosto.
Samuel costumava ser um homem com pouca autoestima. Talvez fosse essa a razão que fazia as mulheres afastarem-se dele.
Vanessa respirou fundo e caminhou em direção à porta, com Sam ao lado. As pessoas curiosas também seguiram as suas vidas.
- Quem era aquele homem? Eu não consegui o reconhecer. Você o conhecia? Ele pareceu olhar para você. Pareceu procurar por alguém. - Sam não conseguiu se conter.
Sem responder, ela continuou andando, passou pelo grupo e entrou na casa. Só parou no salão, atraída pelo teto decorado.
- Esse teto é tão antigo. - falou Vanessa lendo o papel do leilão com os pormenores da casa.
- Vanessa, porque você quer comprar esta casa? Para quê comprar essa casa? Não entendo. Tudo aqui é tão grande...Sei que você deseja uma casa de campo para passar o fim de semana...mas aqui? Você já tem a do Terrence, não precisa de uma mansão deste tamanho. A não ser que esteja com a intenção de vender a outra casa.
- Não. Sam, foi o que eu te contei...
- Mas Vanessa, você é viúva. Eu sei que devo te apoiar como todo o amigo faz ao outro mas eu não sou da opinião que deveria continuar com essa vingança.
- Eu entendo Sam. - disse ela. Respirou fundo e continuou - O Jonathan pode querer morar na casa do Terrence. O Terrence adorava aquela casa. Acho que Jonathan tem o direito de decidir o que fará com a casa do pai dele. Por enquanto, vou deixá-la como está. Sempre é útil ter uma casa no campo para realizar conferências.
Sam olhou para Vanessa espantado.
- Quando você resolveu isso? Eu não sabia de nada, Vanessa.
- Sei que é meu assessor financeiro, Sam. Mas também sou capaz de tomar decisões sem os seus conselhos. Acredite, tomarei o maior cuidado.
- E quanto às conferências?
- Todos os meus direitos sobre a casa estão especializados e o contrato de aluguel é apenas por cinco anos, mas estou cobrando um preço alto. Não se aborreça.
- Não tenho o costume de me aborrecer com negócios. - a expressão do seu rosto contradizia as palavras.
Vanessa notou e riu.
- Se você pudesse se ver no espelho agora, Sam! Sabe que dou o maior valor a seus conselhos, mas algumas coisas preciso fazer sozinha. Decidir onde vou morar é uma delas.
- Sim, mas acontece que você não tem ideia do quanto essa casa está mudada. Quando me falou dela a achei uma beleza. Isso parece cair em pedaços. De certeza que ninguém a vai querer!
- Pode ser. Mas acontece que nasci aqui e para mim esta casa é a mais encantadora do mundo.
- Você realmente nunca me respondeu a isso, Nessa. Você é a proprietária da casa? Mas eu pensava que o seu nome de solteira fosse Morris. Vanessa Morris.
- Não, sou Vanessa Palmer, sobrenome claro. O último dono da mansão foi Daniel Morris, era irmão da minha avó, quer dizer, não de sangue, mas os pais deles se casaram. Quando a minha avó morreu, a minha mãe acabou por morrer também pelo desgosto. Minha tia era esquizofrenica e acabou por morrer também pouco tempo depois, e o meu pai resolveu ir para os Estados Unidos, se afastar dos problemas da família e se restabelecer psicologicamente. Por isso, eu fui criada pelo Daniel Morris, o meu tio. No entanto, parece que os Morris gostavam muito das mulheres da minha família e o pai do meu primo, Joe Morris, casou com a minha tia. Eu acabei por ser criada pelo Daniel Morris, ao lado da Selena e do Joe.
- E depois foi viver com o seu pai?
- Sim. Quando cresci. Deixei o Joe e a Selena. Mais tarde, soube que a Selena padecia da mesma doença da minha tia, esquizofrenia. Quis regressar a Inglaterra mas naquela altura casei com o Terrence.
Sam olhava para os cantos da mansão, aterrorizado. Estava tudo coberto de teias de aranha. Nem ao menos haviam feito uma limpeza para o dia do leilão.
- Bem...horrível! - Sam deixou escapar o comentário.
- Não me importo. Comprarei a casa de qualquer jeito.
- Ainda assim...
Sam desistiu de argumentar. Sabia que a viúva de Terrence Foster não precisava se preocupar com o preço de uma mansão. Ela tinha herdado ouro, mansões, indústrias, além de inúmeras ações de uma empresa multinacional com sede nos Estados Unidos. Terrence e Vanessa tinham só um filho, Jonathan, que havia herdado parte dos bens. Atualmente, Jonathan estava em Inglaterra com a prima, Miley Foster.
Terrence Foster tinha casado com Vanessa, já quase na casa dos sessenta anos de idade, depois de tantos outros casamentos que não lhe deram nenhum filho. Foi graças a esse filho, Jonathan, que Vanessa pôde controlar a fortuna dos Foster depois da morte do marido. O casamento entre o homem de quase 60 anos e a jovem de 20 tinha sido feliz apesar da grande diferença de idade. Terrence adorava a mulher que lhe dera o filho desejado durante tanto tempo. Sam sabia que, antes do casamento com Vanessa, Terrence tinha sido um patrão exigente e irritante. Todos os seus amigos se riam após o seu casamento com uma jovem tão nova. Terrence não gostava e chegou até a partir uma máquina de um fotógrafo. Terrence tinha idade para ser pai, ou até mesmo avô, de Vanessa.
Quando Jonathan nasceu, Terrence chegou a pensar em fazer um teste de paternidade. Três anos depois, o filho mostrou a todos que era legitimo pois os seus traços foram se tornando espantosamente parecidos com o pai. Ninguém mais ousou duvidar da paternidade de Terrence. Ele adorava Jonathan. Teria mimado demais o filho se Vanessa não tivesse assumido uma posição firme para evitar isso. Terrence morreu pouco tempo depois de o filho completar 7 anos e Jonathan ficou muito triste e deprimido. Durante 3 meses, com a ajuda de Miley, Vanessa conseguiu ajudar o filho a superar a morte do pai.
Sam e Vanessa se deslocaram até ao salão. O leilão estava começando. Estava cheio de gente mas a maioria, para Sam, era apenas de espectadores curiosos para saber quem ficaria com a mansão. De repente, Sam notou a presença do homem que tinha chegado momentos antes. Estava com um enorme sobretudo preto vestido e com óculos escuros que lhe tapavam metade do rosto. Sem dúvida que ele não queria ser reconhecido no meio da população.
- Se você se criou aqui, quase que como filha de seu "tio" - fez aspas com os dedos - porque Daniel não lhe deu a casa? - Sam queria saber mais.
- Meu tio Daniel morreu sem fazer testamento e a casa se tornou propriedade do meu primo Joe mas ele não se perde com essas coisas. Ainda é novo e não queria uma casa velha. Sem perder tempo, ele mandou vender Verona. Ele precisa mais do dinheiro que da casa.
- Porque ele não ofereceu a casa a você?
- Joe jamais gostou de mim. Apesar de saber que eu estaria interessada em comprar Verona, achou que eu não pagaria o preço justo. Talvez quisesse dificultar a compra para mim, por isso resolveu fazer o leilão. Pode ser que receba mais dinheiro dessa maneira. Sei que Joe recebeu uma outra oferta boa, além da minha. - disse ela com um rancor na voz - Provavelmente achou que o preço subiria mais no leilão público.
- Você conhece o outro interessado? - perguntou Sam pouco atento na conversa.
Vanessa sorriu para Sam.
- Como se você não o soubesse!
Sam finalmente se deu conta.
- Ah, o Zachary Brown?
- Exatamente.
As pessoas falaram mais alto quando dois homens se sentaram em duas cadeiras que estavam perto de uma mesa.
- Sei que você conhece muitas das pessoas que estão aqui. - continuou Sam, falando baixinho - A gente não esquece, mesmo depois de oito anos, não é?
- Sem dúvida, Sam.
- E eles se lembram de você?
- Alguns...
- Você deve ter mudado muito.
Vanessa sorriu.
- Sim, talvez um pouco. - ela respondeu, olhando em redor. De vez em quando os seus olhos pretos paravam, ao reconhecer um velho conhecido - Era um pouco exagerada, com tendência para dramatizar a realidade. Era uma sonhadora.
- Não consigo te imaginar dessa maneira. Só te conheço como uma mulher reservada. Sou um amigo muito idiota!
Ela riu.
- Agradeço, mas Sam, você é um grande amigo meu, mesmo que não estivesse presente nos meus momentos aqui em Inglaterra.
- Espero que sim.
O leiloeiro bateu com o martelo. O ruído chamou a atenção de todos.
- Boa tarde, meus senhores e minhas senhoras. Como sabem, venho leiloar uma mansão riquíssima em anos chamada Verona. - Ele continuava lendo o papel do leilão mas depressa fez um aparte - Devo acrescentar que o meu cliente não venderá a propriedade por um preço inferior a 70 mil libras*. Portanto, tendo em vista isto, inicio o leilão.
Fez-se um breve silêncio. De repente, um homem acima do seu peso e baixo levantou o seu papel.
- Recebi uma oferta de cinquenta mil libras. - falou o leiloeiro.
Vanessa olhou para Sam e mandou:
- Faça as ofertas!
Sam respirou fundo e levantou a mão.
- Cinquenta e uma mil libras.
O leiloeiro ia a falar mas o mesmo homem o interrompeu.
- Cinquenta e cinco mil.
- Sessenta. - gritou Sam.
Vanessa continuava tranquila. Sussurrou para Sam: "O céu é o limite, meu amigo!". Ele respirou fundo sentindo medo. A Vanessa endoideceu de vez, pensava ele.
O preço foi subindo. quando chegou a oitenta mil libras, as pessoas começaram a sussurrar. Por fim, o tal homem saiu do salão, insatisfeito e sacudindo a cabeça. Sam sorriu, vitorioso.
- Oitenta mil...uma...oitenta mil...duas... - o leiloeiro foi travado pelo homem que estava vestido de preto e encostado a uma parede. Sam olhou para o homem.
- Noventa mil. - disse ele.
"Noventa mil? Mas ele não deve ter tanto dinheiro assim!" - pensou Sam.
Naquele momento, Vanessa falou:
- Cem mil libras.
- Cento e dez mil. - retrucou o homem.
- Cento e vinte. - respondeu Vanessa.
As pessoas presentes estavam excitadas com a forma como o leilão ocorria. Com os nervos à flor da pele. O preço continuava subindo e Sam colocou a mão na cabeça. Será que Vanessa tinha enlouquecido? Aquela mansão não custaria tanto quanto o preço da compra. O preço estava subindo tanto que era completamente fora do mercado.
Repentinamente, o homem se afastou da parede e saiu da mansão. O leiloeiro esperou uns segundos e em segundos também entregou a mansão Verona a Vanessa. Ela nem se virou para ver o homem se afastar.
- Cento e setenta mil libras! Você endoideceu, Nessa! - exclamou Sam, transtornado - Esta mansão valia apenas o limite mínimo de cinquenta mil e nada mais...cento e setenta...
- Fique quieto, Sam - disse ela com frieza - Você está me cansando.
- A mansão não vale tanto. - ele insistiu - Você entende o que fez? Aquele homem desconhecido nunca teria pago o valor que ofereceu pela mansão. Não pode ter tanto dinheiro assim vestido daquela maneira.
- Você ainda não está entendendo, Sam. - ela disse, séria.
- Não estou? Ele não iria pagar, Nessa!
- Você não notou as pessoas gostando de tudo aquilo lá dentro? - perguntou ela.
- Sim, mas pensava que fossem umas interesseiras.
- O homem que estava de preto, que não queria ser reconhecido...
- Sim, mas ele estava preto e se vestia mal.
- Ele era o Zachary Brown, Sam! Ele era o Zachary!


* Não me perguntem o que são libras para reais/euros, apenas inventei um preço razoável (e enorme) da moeda inglesa para a mansão.

Pronto.
Espero que tenham gostado. Foi enorme! Mas foi o início de tudo e é para vocês terem uma introdução da história.
Queria vos perguntar o que acham do Sam Claflin. Infelizmente ele é um homem casado. Está com a atriz Laura Haddock. Mas enfim...

Beijos.