terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Capítulo 8 - Parte 1

Olá Pessoal! É a Diana de novo aqui.
Obrigada pelos comentários, meninas. É bom saber que estão a colaborar comigo. Ser a única a gostar da escrita e da imaginação da Sílvia é complicado, até porque sou da família dela.
Tenho mais duas dicas que posso vos dar sobre este mistério: Não é apenas um! Só para terem uma ideia tem o mistério do desaparecimento da Camilla, a relação entre Zac e Joe, o "triângulo amoroso" (nem sei se posso chamar assim) Joe/Selena/Nick e um outro que só vai ser descoberto mais tarde.
Para puderem desvendar um mistério (se bem que vai ser bem difícil, eu nem imaginava que tal coisa pudesse acontecer, mas se conseguirem, parabéns!) pensem em todos os personagens, até os que pouco são falados como a mãe da Camilla e o Sam, o assessor financeiro da Vanessa. Todos estão ligados a este mistério, ou melhor dizendo, aos mistérios.
Ah, e mais uma coisinha, não se liguem muito aos personagens enquanto casal. Podem acabar desiludidas.
Bem, vou deixar dessas dicas (mesmo não tendo falado demais) e vamos à primeira parte do capítulo 8.
Espero que gostem e comentem. Por favor.


A primeira vez que foi passar o dia com Liliane em casa de Rachel, Vanessa encontrou a menina sentada na grama, esperando que Taylor a levasse para passear. Liliane estava bem agasalhada. Viu Vanessa chegando e pareceu curiosa. Ela se aproximou, devagar.
- Lembra-se de mim?
- Vi você um dia.
- Sou sua tia Vanessa. Quer dizer, prima mas eu e a sua mãe é como se tivéssemos sido tratadas como irmãs.
- Eu sei. - Liliane parecia desconfiada.
- O seu pai lhe contou que virei vê-la uma vez por semana?
- Não. - disse uma voz atrás de Vanessa - Eu contei a Liliane.
Vanessa voltou-se e deu de cara com Taylor. A enfermeira parecia nervosa e irritada.
- Olá. - cumprimentou Vanessa, com frieza, voltando a olhar para Liliane.
Taylor sentiu-se ofendida com esse comportamento e começou a agredir Vanessa.
- Sim, avisei Liliane que a prima da mãe dela tentará roubá-la da casa onde mora e de perto do pai. Só falei a verdade. Ela é suficientemente grande para entender que foi por culpa dos parentes ricos que a mãe dela ficou doente e sumiu. As crianças não têm medo da verdade. Elas só não suportam mentiras.
- Camilla desapareceu porque estava doente e triste com a sua vida. - Vanessa respondeu, calma, encarando Liliane - Eu gostava da sua mãe e gosto de você, Liliane...
- Você gosta mais do pai dela. - Taylor parecia louca de ódio.
Vanessa apertou os lábios esforçando-se para não perder o controle.
- Vá avisar a sua avó que cheguei. Diga que quero falar com ela. - falou Vanessa para Liliane.
Taylor tentou segurar a menina, mas Liliane foi mais ágil e escapou, desaparecendo dentro de casa.
- Você é mesmo esperta, não é? - Taylor não sabia mais o que dizer.
- Você não devia falar essas coisas para a menina. - disse Vanessa, tensa.
- É claro que você não quer que ela saiba a verdade. - Taylor disse, agressiva - Você e o pai dela! Um dia Liliane vai descobrir que Zac é o maior mulherengo da região. Ainda pior que o Joe. Todas as mulheres se apaixonam por aquele idiota.
- Você tem algo com o meu primo que eu sei.
- Não, ele é um idiota! Ele não me quis. Eu tentei mas ele está apaixonado pela sua prima Selena. Eu já fui apaixonada pelo Joe. Mas ele quer a Selena.
Vanessa não disse nada. Taylor continuou.
- Zac só quer a sua casa. Só pensa nisso. Casou com Camilla por causa da casa e agora quer casar com você. Se eu fosse dona de Verona, ele casaria comigo, tenho certeza. - o seu rosto estava transtornado pelo ciúme e pela inveja - Você nem sabe como Zac olha para mim...ele me deseja, ele me quer, ele não está interessado em você...
- O que está acontecendo aqui? - Rachel Morris interrompeu bruscamente a enfermeira.
- Você sabe! - Taylor gritou - Conte a verdade. Você viu como ele me beijou! Na semana passada ele me beijou. Fale a verdade!
Rachel deu um tapa no rosto de Taylor.
- Cale a boca! É mentira!
Taylor começou a chorar.
- Você defende o seu genro. Dá para entender. Defende mais o seu genro que a sua própria filha. Você também tentou ficar com Verona, não foi? Mas aquele velho sabia de tudo e não quis isso...E só para se vingar, você convenceu a Camilla a casar com o Zac pois ele tinha dinheiro.
- Vou ensinar você a calar a boca. Como ousa falar comigo desse jeito? Saia daqui, sua fofoqueira!
Taylor olhou para Rachel sentindo-se ameaçada. Depois fez um ar de desafio.
- Só vou embora quando ele mandar. Zac me pediu para ficar depois que Camilla desapareceu. É ele quem paga o meu salário, não você.
- Quando eu contar a ele que você andou inventando mentiras para Liliane você vai ver...Terá sorte se conseguir sair daqui sem apanhar. - Rachel Morris avisou.
Taylor fugiu, chorando. Vanessa sentiu-se mal com a cena. Queria ir embora daquele lugar.
- Liliane está esperando você lá dentro. - disse Rachel em voz baixa - Está no quarto dela. Avisei que você ia subir.
- Como será que ela está? Eu me lembro como detestava ver as brigas dos adultos quando era pequena. Me faziam ficar triste!
- Com Liliane é a mesma coisa. Mas já que você resolveu conhecê-la melhor, é bom começar agora. Ela está esperando.
- Me diga uma coisa, Senhora Morris, porque tem tomado conta da sua neta? Tem a sensação de que ela será igual à mãe?
Rachel Morris ficou uns segundos calada. Parecia estar pensando.
- Eu fiz muitos erros no passado, Vanessa. E pretendo remediá-los. Por isso é que estou dando do bom e do melhor para a Liliane. Ela precisa de mim. Sei que nunca fui uma boa mãe para a Camilla, mas não quero fazer o mesmo erro duas vezes. Eu pretendo ser uma boa avó para a Liliane.
- E se a Cam não voltar? - a pergunta magoava ambas. Vanessa sabia disso.
- A minha filha vai voltar. Eu sei que sim. - respondeu Rachel Morris.
Vanessa entrou na casa e foi até o quarto que antes tinha sido de Zac. Liliane estava sentada no chão do quarto, abraçando uma boneca de pano. Vanessa perguntou:
- Posso entrar?
Ela não ergueu o olhar, apenas fez que sim com a cabeça.
- Você gosta de dormir nesse quarto? - Vanessa sentou na beirada da cama.
Liliane olhou para a janela com expressão pensativa. Vanessa sorriu, vendo os olhos da menina brilharem como os de Zac.
- O seu pai dormiu aqui. Ele gostava de acordar de manhã bem cedo.
- Papai nunca me contou. - disse Liliane, baixinho.
- Talvez ele tenha esquecido. As pessoas grandes às vezes esquecem de contar as coisas importantes.
- Você morou aqui?
- Não. Eu morava em Verona.
A tristeza invadiu o rosto de Liliane. Vanessa ficou com raiva por Taylor ter inventado tantas mentiras para a menina. Achou que seria melhor falar do passado com toda a franqueza.
- Sua mãe e eu moramos juntas em Verona, durante algum tempo. Éramos primas e amigas...depois ela casou.
- Porque você não continuou morando lá?
- Viajei para os Estados Unidos. É uma terra que fica muito longe da Inglaterra.
- Porquê?
- Meu pai morava lá e eu queria morar com ele.
- Onde está seu pai agora?
- Ele morreu.
- A minha mãe desapareceu. Será que morreu também?
- Claro que não. Ela gosta muito de você, não te deixaria aqui sozinha.
- Taylor disse que você queria ver a minha mãe morta.
- Isso não é verdade. Eu não queria vê-la morrer. Tentei a ajudar. Ela estava muito doente. Agora decidiu viver a sua vida. Mas ela não se esqueceu de você.
- Ela sempre estava doente. Será que ela estava doente por minha causa?
Vanessa olhou para o rosto da menina. Estava muito triste.
- Por sua causa? Claro que não. Taylor disse isso?
- Não. Mamãe disse. Uma vez quando ela estava muito doente. Ela disse que ficou doente quando eu nasci, que vivia doente por culpa minha.
Vanessa se agachou e abraçou Liliane, puxando-a contra si.
- Oh, Liliane...a sua mãe estava doente demais e não sabia o que dizia. Ela ama você, tenho certeza. Ama muito. Ela não quis magoar você. A doença dela não tinha nada a ver com você, eu juro.
Liliane se ajeitou no colo de Vanessa. Tentando se consolar, enfiou o polegar na boca.
- Quer que eu conte uma história? - perguntou Vanessa. Liliane fez que sim. Continuava com o polegar na boca.
Vanessa contou uma história bonita. Quando ela terminou, a menina quis ouvir outra. Vanessa improvisou uma engraçada.
- Está na hora do chá. - avisou de repente Rachel Morris, parada na porta.
Liliane desceu do colo de Vanessa e correu para a avó.
- Vanessa me contou uma história engraçada.
- Você pode me contar enquanto tomamos chá. - Rachel sorriu - Gosto de boas histórias.

E termina aqui.
E o mistério continua neste capítulo...ou não?
Será que a Taylor estava certa?
É a primeira vez que vocês têm a Liliane "por perto". O que acharam da menina?

Beijos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Capítulo 7 - Parte 7

Olá Pessoal! Aqui é a Diana.
Bem, já tenho todos os capítulos desta história da Sílvia e devo dizer que estou chocada com o final da mesma. A história é realmente mistério e acho que ninguém previa um final assim. Não só entre a Vanessa e o Zac mas também entre Joe/Selena/Nick. O final da Camilla também é difícil de imaginar. Enfim... Não vou contar absolutamente nada, só decidi mostrar o meu espanto quanto à resolução deste mistério.

Nesta parte do capítulo, a Sílvia debruçou-se mais sobre a Demi e o Joe, que a Amanda diz gostar dele. Sabendo eu o que sei, não sei se ainda vais mudar de ideias! (Eu a causar curiosidade!)

Espero que gostem e, por favor, comentem alguma coisa, gostaria de continuar a postar os capítulos (não fosse eu a culpada desta história ter continuado).

Anteriormente:
"- Vá para o inferno, Zachary Brown! - gritou e voltou para dentro de casa.
Uma gargalhada respondeu a seu grito e ecoou nas árvores. Com muita raiva, Vanessa tirou o roupão e voltou para a cama. Ele podia continuar assobiando a noite inteira, se quisesse. Ela não pretendia mais participar daquela brincadeira."


Na manhã seguinte, Vanessa foi a casa de Joe tentando saber novidades da sua prima, Camilla. A empregada dele, muito simpática, levou-a à sala onde ele se encontrava.
- Vejam bem, se não é a minha priminha Vanessa Palmer Foster! - saudou ele, se levantando do sofá indo cumprimentá-la.
- Você bebeu, Joseph? - inquiriu Vanessa achando estranha a receção.
- Nada disso, prima. Apenas esperava a sua visita. - respondeu ele lhe dando dois beijos na face.
- Vinha falar da Cam. Se você sabia algo.
Joseph abanou a cabeça, triste.
- Ainda não sei nada dela. O que é triste.
Vanessa olhou com mais atenção para Joe.
- Está bem vestido. Ia sair?
- Ia sim, ia ter com a Selena.
Vanessa fez cara feia. Joe riu.
- Eu sabia que essa seria a sua reação. Mas, infelizmente, continuo sendo o namorado da Selena. Mesmo você não gostando.
- Você sabe que vou fazer de tudo para terminar essa relação de fachada, não sabe?
- Claro que sei mas também sei que não vai conseguir, priminha.
- Joe, quando é que você vai parar com isso?! A minha prima está doente, Joe! Ela é esquizofénica. O que é que você quer dela?
Joe respirou fundo.
- Eu quero ela comigo, Vanessa. Você pode não acreditar mas eu realmente amo a Selena.
Vanessa respirou fundo.
- Pare de mentir, Joseph! Eu te conheço o suficiente para saber que você quer alguma coisa da minha prima, mas o quê? O que é que ela tem que você queira? Ou quer apenas a magoar?
- Não pretendo nada disso, Vanessa. E mesmo que desminta tudo isso, você nunca vai acreditar em mim. Por isso, não digo mais. A Selena me ama e é isso que importa.
Vanessa cruzou os braços. Joe riu.
- Agora, se era só sobre a Cam que queria saber, saia por favor. Eu pretendo sair de casa também.
- Eu vou com você ter com a Selena. - disse Vanessa, com um olhar sério. Joe riu de novo.
- Eu sabia que você iria dizer isso! Pois ande!
Os dois saíram do casarão de Joe e Vanessa parou o primo.
- Vou deixar o meu carro aqui?
- Pode deixar! O meu empregado irá levar a sua casa hoje à noite.
- Pode dizer Verona.
- Não quero. - respondeu Joe, prontamente. Ficando sério. Vanessa ficou olhando para ele enquanto entravam dentro do carro dele. Ele olhou para ela segundos depois.
- Porque está olhando para mim assim?
- Sua expressão...foi estranha. - falou Vanessa, tentando ver o que estava por trás daquele olhar. O primo estava atordoado com qualquer coisa. Ela sabia disso. Joe não respondeu. Conduziu até casa da Selena totalmente em silêncio.
Quando chegaram à casa, saíram do carro e foram atendidos por Demi.
- Como você está desde a última vez, Demi? - perguntou Joe.
- Estou bem e você?
- Estou bem. - disse ele, sorrindo.
Vanessa olhou para eles, atenta. Estavam bem cúmplices. Demi os encaminhou até ao quarto de Selena. Selena desceu as escadas e os viu na sala.
- Vocês estão cá! Já estava achando estranho o vosso atraso. - disse ela abraçando os dois - Pode ir, Demi. - falou Selena.
Demi ia para se afastar mas Joe a chamou.
- Ela pode ficar aqui. Não tem problema.
- Joe, eu quero falar com vocês a sós. - falou Selena.
- Deixe Joe, eu vou para a cozinha. - disse Demi.
- Oh Demi, pode ficar! - continuou Joe.
Selena revirou os olhos e olhou para a prima.
- Nessa, como anda a remodelação da nossa Verona?
- Vai bem. Tenho ficado com algumas recordações que a casa ainda ficou.
- Você ficou com recordações da casa? - inquiriu Demi, surpresa.
- Algumas. - respondeu Vanessa.
Joe e Demi trocaram olhares. Selena e Vanessa entenderam isso. Vanessa muda de assunto.
- Demi, pode nos deixar a sós, por favor? Desculpa.
- Não tem problema, Nessa. Até já.
Demi se afasta deles. Selena volta a falar com a prima e com Joe.

E termina aqui.

Coisas estranhas neste capítulo:
1- A Vanessa está suspeitando dos olhares cúmplices de Demi e Joe.
2- Joe também tem uma reação semelhante à que Zac teve no capítulo anterior quando falaram da mansão Verona. Estranho, não?

O que acharam?

O próximo capítulo já vai ser o oitavo.

Beijos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Até Breve...Ou Não!

Olá a todos!
Tomei uma decisão importante nestes dias.
Mesmo já tendo o final da minha história "A Vingança" não me sinto com vontade de postar nenhum capítulo, pelo contrário, sinto que quero excluir o blog. Não sei se isso é apenas a "fase" depressiva da minha bipolaridade ou se simplesmente perdi o gosto pela escrita, a verdade é que com a falta de comentários (que têm vindo a diminuir) mais essa ideia me vem à cabeça.
O pior de tudo é que o gosto de postar no blog também se vai perdendo com o tempo.
A Diana (DSP), que para quem não sabe é a madrinha do blog e é da minha família (mesmo afastada), teve a ideia de postar os capítulos que restavam da história e, se alguém ainda quisesse, postar as minhas anteriores histórias.

Eu decidi aceitar!

Decidi que ela podia remexer em alguns personagens para se tornar uma história mais recente. Ela já tem tudo o que precisa para a continuação mas, eu impus uma condição: ter pessoas a comentar a história. 
Se não tiver, excluo o blog e acabou!

O próximo post já será dela, mesmo que seja ainda com o meu nome. Afinal, ela vai postar em meu nome.

E é isso. Sem comentários, sem capítulo, sem post, sem blog.

Quanto a mim, resta-me dizer adeus ou até breve.

Beijos.

P.S - Avisando que continuarei escrevendo no entanto, sem postar no blog.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Capítulo 7 - Parte 6

Olá a todos!
Obrigada pelo comentário, Anónima (C).

Anónima (C): Não, o Zac não vai ser frio a fic toda mas a maior parte sim. Afinal, ele é tido como um vilão pela família da Vanessa.
Se calhar a Camilla teve razões para fugir.
Vai gostar dessa parte do capítulo!

Anteriormente:
"- Ainda tem raiva do meu avô?
Rachel Morris riu.
- Ele morreu faz tempo, Vanessa! Não há mais nada para ter raiva. A minha filha sumiu, o meu pai está morto e até o meu marido morreu. Não tenho mais com que me preocupar. Tenho dinheiro e cuido da Liliane. A minha neta, filha da minha filha."


Rachel se virou e entrou em casa, fechando a porta. Vanessa atravessou o jardim, impressionada. Sempre achou Rachel Morris uma mulher fria e rancorosa mas nunca achou que ela fosse obcecada por dinheiro e poder. Tanta obsessão que até queria a mansão Verona à força. Agora entendia porque Camilla não se dava bem com a mãe. Camilla não tinha o pensamento igual ao da mãe. Foi criada com Daniel Morris em Verona. Mas algo ainda não estava certo. Porquê tanto rancor por parte das duas? Ainda havia algo por descobrir.
Vanessa começou a subir o mato, procurando Zac no pasto, com um vento forte. O outono tinha se instalado na vila dos arredores de Londres. Pouco depois, viu Zac andando entre o pasto. Ele usava uma camisa branca e calças de cor preta. Os cabelos castanhos esvoaçavam, embelezando o rosto.
De repente, ele a viu e parou. Ela chegou mais perto, um pouco amedrontada diante daquele olhar.
- Bem? - ele começou.
Vanessa afirmou com a cabeça. Zac estava perguntando sobre Camilla. Ela continuava sem dar sinais de vida.
- Quero conhecer Liliane. Zachary, ela é filha da minha prima. Tenho o direito...
- Já falei que você não tem direitos aqui na minha terra, não entendeu?
- Zachary, por favor.
- Está pedindo, Sra. Foster?
- Pelo amor de Deus!
- Está pedindo?
- Sim. - ela cedeu - Já que é preciso, estou pedindo por favor.
- Você precisa pedir sempre - ele continuou, severo - Já avisei que você e eu só faremos acordos nesses termos.
- Então, por favor, me deixe vê-la.
- Muito bem. - os seus olhos azuis faiscavam, vitoriosos - Você pode visitá-la uma vez por semana.
- Posso levá-la para Verona de vez em quando?
- Não. Pode visitá-la, mas ela não vai descer.
Vanessa viu que não adiantaria discutir. Por enquanto já tinha autorização de visitar Liliane e isso bastava. Se Zac fazia questão que ela subisse para visitar a filha da prima, faria isso. Achava que Liliane precisava de mais amor e carinho do que aquele homem rude seria capaz de dar.
Vanessa continuou parada, indecisa.
- Mais alguma coisa? - perguntou Zac.
- Vou fazer uma festa em Verona quando a reforma acabar. Quero convidar você, a mãe da Camilla e a Liliane.
- Ouvi dizer que você convidou a vila inteira.
- Sim. Achei uma boa ideia mostrar como ficou a mansão.
- Você está querendo exibir o que o seu dinheiro comprou. - disse ele, sarcástico.
- Não! Eu quero partilhar Verona com todos.
- Você quer ver todos admirando a força do seu dinheiro. Não esqueça que o seu dinheiro foi o adubo que fez aquela mansão monstruosa renascer.
- Como você pode falar assim da mansão que te viu crescer enquanto homem?
- Não tenho recordação bonita daquela mansão.
- Ora, já que não gostou do convite, não precisa ir.
- Eu não ia mesmo. Não gosto de obras de caridade e nunca adorei o dinheiro.
"Irónico" - pensou Vanessa - "Rachel Morris falando que tinha obsessão com o dinheiro e Zac diz que não tem."
- Dizem que os Palmer são orgulhosos, mas você é maior que todos eles!
- Sou orgulhoso sim, com muita honra! - disse ele sorrindo e, olhando para ela com desdém, continuou - Pensou que eu iria na terra dos Palmer, como os outros, para prestar minha homenagem ao dinheiro? A mãe da Camilla não vai entrar na mansão Verona. Ela não deseja entrar nunca mais naquela casa! Que ideia perfeita, Vanessa Foster!
- Você já veio muitas vezes na terra dos Palmer. - ela provocou - E a mãe da Camilla pode entrar na mansão. O meu avô já morreu. O passado está enterrado.
Zac respirou fundo.
- Você tem razão, o passado está enterrado.
- Tome cuidado para não levar um tiro.
- Já disse uma vez, Vanessa, não tenho medo do seu tiro. Quer que eu fique assobiando para você não errar o alvo?
- Não entendo você.
- Então comece a aprender...
- Não quero!
- Faça como quiser. Você pode errar à vontade. Não me importo.
Ela sentiu vontade de esbofeteá-lo. As pontas dos dedos ardiam. Ele notou as mãos de Vanessa contraindo-se e sorriu.
- Não tente me bater, Sra. Foster. Não tente porque terei o maior prazer em revidar. Lembre-se disso!
Ela lembrou-se e corou, com raiva:
- Você...você é um idiota!
Enquanto Zac dava uma gargalhada, Vanessa desceu correndo a encosta íngreme. Quando ela escorregou no chão húmido, sujando a calça, ele riu ainda mais. Ela levantou logo, não olhou para trás e continuou correndo até sumir de vista.

Naquela noite, quando Vanessa já estava deitada na cama, ouviu Zac assobiando lá fora. Irritada, saiu da cama, vestiu o roupão de lã e pegou a espingarda. Era uma noite clara. A lua prateava a rua. Quando ela abriu a porta da pensão, Zac se escondeu entre as árvores. Vanessa olhou na direção do eco do último assobio, depois virou de costas porque o ruído agora vinha de outro lado. Com raiva, atirou naquela direção contra a escuridão. O tiro a assustou e, durante alguns instantes, deixou-a surda. Depois ela ouviu o assobio irritante de novo, agora do outro lado.
- Vá para o inferno, Zachary Brown! - gritou e voltou para dentro de casa.
Uma gargalhada respondeu a seu grito e ecoou nas árvores. Com muita raiva, Vanessa tirou o roupão e voltou para a cama. Ele podia continuar assobiando a noite inteira, se quisesse. Ela não pretendia mais participar daquela brincadeira.

Um momento Zanessa! A minha leitora Anónima C. já tinha perguntado sobre esses dois e aqui está. O que acharam?
Zac, frio como sempre. É preciso tempo para ele mudar um pouco. Quando o mistério for revelado ele irá se "mostrar" também!

Beijos.